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    Técnico Judiciário: tudo sobre a carreira

    Descubra tudo sobre a carreira de Técnico Judiciário, incluindo requisitos de formação, salário e perspectivas de carreira. Acesse o guia completo.

    Por Agnaldo Bastos 17 de janeiro de 2023 · atualizado em 26 de dezembro de 2023 5 min de leitura
    carreira do Técnico judiciário
    Descubra tudo sobre a carreira de Técnico Judiciário, incluindo requisitos de formação, salário e perspectivas de carreira. Acesse o guia completo aqui.
    Neste artigo4 tópicos
    1. O que faz um Técnico Judiciário?
    2. Salário de técnico Judiciário
    3. Como é o concurso para Técnico Judiciário?
    4. Conclusão

    A vaga para carreira do técnico judiciário é uma das mais cobiçadas pelos concurseiros. Por isso, preparei esse guia completo sobre a carreira para que você aproveite ao máximo as vantagens e agarre essa oportunidade.

    O que faz um Técnico Judiciário?

    Trata-se de um cargo público presente em todos os estados, no DF e em todos os ramos do Poder Judiciário Federal: eleitoral, trabalhista, militar e comum.

    Desse modo, a principal função do Técnico Judiciário é dar suporte técnico e administrativo às demandas oficiais dos tribunais. Entre suas funções é possível destacar:

    • participar de diversas comissões;
    • auxílio nas altas demandas do órgão;
    • trabalhos de digitação e revisão de documentos;
    • recursos humanos;
    • andamento de feitos;
    • elaborar de ‎certidões e relatórios;
    • indexação de documentos;
    • guarda e conservação de processos;
    • atender o público;
    • intermediar a comunicação entre as partes do processo.

    Contudo, a rotina de atividades do técnico pode incluir outras demandas solicitadas pelo seu superior hierárquico, variando bastante a depender do órgão e do cargo ocupado.

    No caso do cargo de Escrevente Judiciário, por exemplo, suas atribuições são mais voltadas para o desenvolvimento, digitação e conferência de documentos oficiais como cartas, ofícios, mandados etc.

    O mesmo vale para os cargos da área administrativa, que lidam com demandas de saúde, psicologia, transporte etc.

    Nova lei exige faculdade para o concurso de Técnico Judiciário

    Desde 2022, com a aprovação da Lei n.° 14.456/22, o concurso para Técnico Judiciário passou a exigir um diploma de nível superior ou técnico, desde que reconhecido pelo MEC.

    A nova regra engloba todas as vagas do Poder Judiciário da União, incluindo o Distrito Federal. Sendo assim, os tribunais que exigem cursos superior para o cargo de Técnico Judiciário passaram a ser:

    • STF;
    • STJ;
    • CNJ;
    • STM;
    • TRF;
    • TST;
    • TRT;
    • TSE;
    • TRE;
    • TJDFT.

    Para as vagas dos tribunais estaduais a lei não vigora. Mas isso não significa que cada estado não possa adotar essa exigência.

    Outro ponto é que, dependendo da vaga e do órgão, é preciso ter um curso técnico específico e a respectiva licença do conselho.

    Cargos na área de Enfermagem, Transportes e Segurança do Trabalho, por exemplo, possuem tais exigências.

    Se você está passando por uma situação parecida, converse com a equipe do escritório pelo WhatsApp para entender o que se aplica ao seu caso.

    Salário de técnico Judiciário

    De acordo com um relatório divulgado pelo site Glassdoor, a média salarial do Técnico Judiciário no Brasil é de R$ 8.200.

    Contudo, vale ressaltar que esse valor muda todos os anos e varia de região para região, órgão e as atribuições de cada cargo.

    Outro detalhe importante: a remuneração aumenta ao longo da carreira.

    Como é o concurso para Técnico Judiciário?

    O concurso para carreira de Técnico Judiciário possui questões de conhecimento geral e específico. Embora haja variações conforme o cargo, órgão e região, as provas certamente possuem muitas semelhanças.

    Por isso, trouxe informações sobre um certame do cargo do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Dessa forma, você pode entender melhor como a prova funciona.

    As questões que exigem conhecimentos gerais são divididas em:

    • Língua Portuguesa;
    • Legislação Especial;
    • Ética no Serviço Público;
    • Noções dos Direitos das Pessoas com Deficiência.

    Já sobre os conhecimentos específicos, são cobradas noções de:

    • Direito Administrativo;
    • Direito Processual Civil;
    • Direito Processual Penal;
    • Direito Constitucional;
    • Conhecimentos sobre a Legislação.

    É importante mencionar a importância de conhecer o histórico da banca que vai aplicar o concurso e, sobretudo, se guiar pelo edital.

    Como o edital oficial do concurso costuma ser divulgado com pouco tempo hábil para os estudos, é importante consultar editais anteriores e, dessa forma, ter um direcionamento estratégico para a preparação.

    Além disso, investir em um curso preparatório é extremamente vantajoso porque além de conteúdo, os mentores geralmente possuem experiência e já conhecem a forma de avaliação da banca.

    Por se tratar de uma vaga altamente concorrida e com ótima remuneração, vale a pena investir nos seus estudos.

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    Como me preparar da melhor forma para o concurso?

    Você precisa ter em mente que estará competindo com candidatos de alto nível. Por isso, o melhor a se fazer é não poupar esforços.

    Investir em um bom curso preparatório, materiais específicos, otimizar o tempo de estudos e focar no objetivo devem ser suas prioridades nesse momento.

    • Confira o nosso artigo sobre como se preparar para concursos em 2023

    Além disso, você precisa estar atento à avaliação da banca e também se não houve irregularidades na correção. Desse modo, se você discordar de algo, é possível entrar com um recurso administrativo para pedir a revisão da decisão.

    Por último, é possível recorrer à Justiça em caso de irregularidades e violações das leis.

    Em todos os casos, é possível contar com a ajuda de um advogado para obter o melhor resultado.

    Diferença entre Analista Judiciário e Técnico Judiciário

    Muitas pessoas ficam em dúvida sobre esses dois cargos, sobretudo com a mudança da lei que aproxima mais as exigências.

    No entanto, a principal diferença está nos critérios de seleção e na complexidade do cargo.

    O cargo de analista é tido como mais complexo e por isso tem um critério mais rigoroso de seleção que é:

    • ter nível superior completo;
    • ser aprovado no concurso;
    • ser aprovado na avaliação de títulos.

    Vale mencionar que, para Analista Jurídico, o bacharelado em direito é fundamental. 

    Contudo, a depender da vaga pode ser exigido a formação em outras áreas como administração, psicologia ou apenas um diploma superior. Tudo vai depender das funções do cargo.

    Já para o cargo de técnico, passou a ser exigido a qualquer formação superior ou técnica. E no dia a dia do trabalho, ele presta serviços auxiliares, em tese considerados mais simples do que as funções do analista.

    Conclusão

    Agora você já sabe que o Técnico Judiciário é um servidor público que possui, em geral, funções administrativas.

    Sua atuação pode se dar em todos os âmbitos do Poder Judiciário Federal: eleitoral, trabalhista, militar e comum. A média salarial nacional atribuída ao cargo é de R$ 8.200, mas a remuneração pode variar com as esferas de atuação.

    O concurso é bastante disputado e é necessária preparação prévia, seja através dos editais anteriores ou de cursinhos especializados.

    Por fim, se você ainda tiver dúvidas sobre a carreira de Técnico Judiciário ou precisa de assessoria em relação ao concurso, recomendo que consulte um advogado especialista.

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    Agnaldo Bastos

    Advogado inscrito na OAB/GO sob o nº 44.647, atuante no Direito Público, especialista em causas envolvendo concursos públicos e servidores públicos, presidente e CEO do escritório Agnaldo Bastos Advocacia Especializada.

    Neste artigo

    1. O que faz um Técnico Judiciário?
    2. Salário de técnico Judiciário
    3. Como é o concurso para Técnico Judiciário?
    4. Conclusão

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    3 comentários

    1. Luciano Antonio de Espindola disse:
      2 de maio de 2023 às 01:24

      Professor, gostaria que me tirasse uma dúvida em relação a esta mudança do nível de escolaridade, enquanto não saí a decisão sobre a NS, (ADI 7338) irei continuar estudando, como já venho desde Dezembro do ano passado,e passando na prova posso entrar com um mandado de segurança,para assumir o meu cargo,até porque enquanto não saí uma decisão definitiva posso fazer o concurso,segundo o próprio regulamento para admissão diz que; Cargos de Analista exige se nível Superior, para os cargos de Técnico Judiciário: pede se o nível médio e para auxiliares apenas exige o nível fundamental,o que o De, me diz a respeito.
      Desde já agradeço e aguardo futuro contato.

      Responder
    2. Reginaldo Morais disse:
      5 de abril de 2025 às 11:42

      O curso de Técnico Judiciário é reconhecido pelo MRC?.

      Responder
      1. Karol Barbosa disse:
        14 de abril de 2025 às 12:20

        Olá, Reginaldo! O curso de Técnico Judiciário não é uma formação específica reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC) como um curso técnico tradicional, pois não há um “curso de Técnico Judiciário” padronizado nacionalmente. Esse cargo geralmente é preenchido por concurso público e exige nível médio ou superior, dependendo do tribunal. Se você se refere a um curso preparatório, ele pode ser útil para concursos, mas não tem validade oficial como formação acadêmica. Espero ter ajudado! Obrigado pela pergunta.

        Responder

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